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Projeto inclui vinagre colonial nas regras aplicadas ao vinho da agricultura familiar

Redação

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe a inclusão da produção de vinagre colonial no mesmo regime jurídico simplificado atualmente aplicado ao vinho colonial. A medida visa contemplar agricultores familiares que utilizam métodos tradicionais.

De acordo com o texto, o vinagre colonial é definido como o produto resultante da fermentação acética do vinho, elaborado por meio de processamento artesanal realizado na própria propriedade rural ou em agroindústrias familiares. A proposta estabelece que o produto deverá seguir normas simplificadas de fiscalização sanitária e venda direta, cabendo ao Poder Executivo definir os limites de produção, padrões de qualidade e regras de rotulagem.

Aproveitamento da produção

A iniciativa altera a Lei 7.678/88, que regula a produção de vinhos e derivados da uva. O autor da proposta, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), argumenta que a ausência de uma regulamentação específica para o vinagre impede a formalização dos produtores, dificultando o acesso a políticas públicas e a expansão de mercados. O parlamentar ressalta que o vinagre é obtido a partir de excedentes do vinho colonial, integrando o mesmo ciclo produtivo e auxiliando na redução de desperdícios.

Próximos passos

A matéria será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

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