A Prefeitura de Cerejeiras anunciou a suspensão dos serviços de atendimento voltados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a partir do dia 31 de outubro de 2026. A decisão, comunicada oficialmente pela Secretaria Municipal de Saúde, gerou forte reação entre familiares e membros da comunidade, que criticam a interrupção do acompanhamento terapêutico antes do término do ano letivo, previsto para ocorrer apenas em dezembro.
A determinação foi formalizada por meio do Ofício nº 152/SEMSAU/2026, emitido em 28 de outubro. O documento foi direcionado à empresa contratada para a prestação dos serviços, sob o contrato nº 177/2025, vinculado ao processo administrativo nº 2559/2025. A assinatura do comunicado coube à secretária adjunta municipal de Saúde, Elisangela Alves da Silva, estabelecendo que as atividades deveriam ser encerradas impreterivelmente na sexta-feira, 30 de outubro.
Justificativa da administração
Em nota oficial, a administração municipal justificou a medida apontando questões de ordem financeira e administrativa. Segundo o órgão, a interrupção dos atendimentos é motivada pelo encerramento do exercício financeiro de 2026 e pelo período de fechamento das contas públicas. A Secretaria Municipal de Saúde alegou, ainda, a indisponibilidade orçamentária e a análise do saldo contratual existente como fatores determinantes para a impossibilidade de manter o serviço após a data estipulada.
A gestão municipal solicitou que a empresa responsável pelos atendimentos adotasse as providências formais para a descontinuidade das atividades, respeitando os trâmites administrativos previstos no contrato vigente.
Repercussão e preocupação social
A notícia da paralisação causou indignação entre os responsáveis pelas crianças atendidas. O principal ponto de questionamento por parte da comunidade é a interrupção abrupta do suporte especializado em um período em que o calendário escolar ainda está em vigor. Pais e integrantes da sociedade civil têm se mobilizado para cobrar explicações da prefeitura, expressando preocupação com os prejuízos ao desenvolvimento e à rotina das crianças que dependem desse acompanhamento contínuo.