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Comissão externa da Câmara faz balanço sobre medidas para reconstrução da Zona da Mata mineira

Redação

A comissão externa da Câmara dos Deputados, responsável por acompanhar os impactos das intensas chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais no início do ano, realizou uma série de debates no primeiro semestre. O objetivo foi avaliar os estragos estruturais e discutir medidas para a recuperação econômica da região.

Deputados e convidados participaram das discussões, que abordaram estratégias para retomar a economia local e oferecer suporte a produtores rurais e comerciantes. As reuniões contaram com a presença de representantes de prefeituras, ministérios e entidades setoriais.

Os trabalhos do colegiado prosseguirão neste semestre, com a realização de novas audiências e o acompanhamento da implementação das medidas já propostas.

Impacto na Educação

Representantes do setor educacional também compareceram à comissão para detalhar os efeitos das chuvas nas instituições de ensino, com foco específico na Universidade do Estado de Minas Gerais e na Universidade Federal de Juiz de Fora.

A coordenadora da comissão, deputada Ana Pimentel (PT-MG), ressaltou a importância de "reconhecer as demandas emergenciais e estruturais necessárias à recuperação das atividades acadêmicas e administrativas".

O colegiado ainda debateu a reconstrução da malha rodoviária danificada e formas de combater a desinformação em situações de calamidade pública.

A Comissão

A comissão foi instituída em 26 de fevereiro para monitorar os prejuízos causados pelos temporais que assolaram a região, especialmente os municípios de Juiz de Fora e Ubá.

As chuvas resultaram em mortes, destruição de moradias e severos danos à infraestrutura urbana.

Sugestões ao Executivo

Além das audiências públicas promovidas ao longo do semestre, a comissão aprovou 13 requerimentos para a realização de novos debates e visitas aos municípios afetados.

Os deputados também aprovaram propostas concretas ao Poder Executivo, visando viabilizar a reconstrução das cidades. Entre as indicações, destacam-se:

  • garantia de repasses federais aos municípios, independentemente de adimplência;
  • suspensão temporária de restrições cadastrais que impedem o acesso das prefeituras a verbas; e
  • abertura de uma janela extraordinária para o remanejamento de emendas parlamentares em favor dos municípios em situação de calamidade.

Ana Pimentel afirmou que "a magnitude dos prejuízos exige atuação da União, de modo a avaliar a extensão dos efeitos desses eventos climáticos e garantir plena resposta estatal".

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