A presença da Idaron na 13ª Rondônia Rural Show reafirma o papel estratégico da defesa agropecuária para o desenvolvimento do agronegócio em Rondônia. Atuando tanto na fiscalização quanto na educação sanitária, a agência acompanha a entrada e saída de animais, o controle vegetal e promove orientações técnicas aos produtores que visitam a feira.
Durante entrevista concedida no evento, Jesse de Oliveira Jr., auditor fiscal agropecuário da Idaron, engenheiro agrônomo e gerente estadual de defesa vegetal, explicou que a atuação da instituição vai além da fiscalização tradicional e busca conscientizar produtores sobre práticas seguras e eficientes no campo.
Segundo ele, a Idaron vem intensificando ações relacionadas à qualidade das sementes forrageiras, uso correto de agrotóxicos e combate às principais pragas de interesse econômico no estado, como a ferrugem asiática da soja, a monilíase do cacaueiro e a vassoura-de-bruxa da mandioca. O objetivo é manter Rondônia protegida e evitar prejuízos econômicos aos produtores rurais.
Jesse destacou que um dos resultados mais expressivos alcançados nos últimos anos foi a redução drástica das fraudes em sementes forrageiras comercializadas no estado. De acordo com ele, em 2021 a fiscalização encontrou índices superiores a 80% de irregularidades, incluindo presença excessiva de ervas daninhas em sementes vendidas aos produtores. Hoje, após o fortalecimento das ações de fiscalização, esse índice caiu para cerca de 5%.
“O produtor rural precisa confiar que está adquirindo um insumo de qualidade. Quando ele compra uma semente adulterada, ele perde produtividade, aumenta o custo de produção e ainda pode precisar reformar o pasto novamente”, explicou Jesse durante a entrevista.
Outro ponto destacado foi o reconhecimento nacional da qualidade sanitária da carne produzida em Rondônia. O auditor reforçou que o estado alcançou posição de destaque graças ao trabalho conjunto entre produtores e órgãos de defesa sanitária, especialmente no controle da febre aftosa e outras doenças animais.
Além da defesa animal e vegetal, a Idaron também tem ampliado o monitoramento sobre a aplicação de agrotóxicos utilizando drones agrícolas. Jesse alertou para o aumento do número de operadores clandestinos atuando sem registro e sem qualificação técnica, situação que vem causando prejuízos ambientais e danos a propriedades vizinhas.
Segundo ele, aplicações feitas de maneira irregular podem comprometer lavouras inteiras, especialmente em culturas sensíveis como o cacau. O problema ocorre quando o operador não respeita condições climáticas adequadas, altitude correta de voo ou utiliza produtos incompatíveis com aplicação aérea.
“A tecnologia do drone é excelente e representa um avanço importante para o pequeno produtor, principalmente em áreas acidentadas e lavouras adensadas. O problema não é o drone, mas o uso irresponsável da tecnologia”, afirmou.
Como medida de controle, Jesse revelou que Rondônia passará a adotar uma guia de trânsito específica para drones agrícolas. O documento funcionará como uma autorização obrigatória para transporte e operação dos equipamentos utilizados em pulverização aérea. A emissão da guia dependerá do registro regular do drone, da habilitação do operador e do cumprimento das normas técnicas exigidas pela legislação estadual.
A nova regulamentação busca aumentar a rastreabilidade das aplicações agrícolas, garantir segurança jurídica aos produtores e reduzir riscos ambientais provocados por operações clandestinas. Segundo a Idaron, a intenção é trazer todos os operadores para a legalidade e fortalecer o uso seguro da tecnologia no campo.
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