Oficina de Memoriais Promove Escrita e Ressignificação para Reeducandas em Porto Velho
Em Porto Velho, reeducandas da Penitenciária Estadual Suely Maria Mendonça participaram, na segunda-feira (27), de uma oficina de produção de memoriais. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) em parceria com o Instituto Federal de Rondônia (Ifro), visa à ressignificação de experiências pessoais por meio da escrita, oferecendo um caminho para o recomeço. A unidade feminina foi a primeira do sistema prisional rondoniense a sediar o projeto.
O reitor do Ifro, Moisés José Rosa Souza, conduziu a atividade, introduzindo o conceito de memoriais e o papel da escrita como ferramenta de reflexão e ressignificação. As participantes foram incentivadas a registrar suas próprias memórias e histórias pessoais, criando um ambiente de escuta, expressão e um novo começo.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou a importância da educação e da cultura como instrumentos de transformação no sistema prisional.
Escrita como Ferramenta de Ressignificação
A oficina fundamenta-se na premissa de que a escrita pode converter experiências em narrativas e novas perspectivas. Ao verbalizar momentos significativos de suas vidas, as reeducandas puderam refletir sobre suas trajetórias, um passo essencial para a ressocialização e a construção de futuros distintos.
Larissa Iuri Mendonça Guedes, diretora de Políticas Penais, destacou que a colaboração com o Ifro cria uma via para expandir as ações de desenvolvimento pessoal nas unidades prisionais, consolidando a escrita como um meio de ressignificação e recomeço para as mulheres.
A visita oficial contou com a presença de representantes da Diretoria de Políticas Penais, além do reitor do Ifro, Moisés José Rosa Souza, acompanhado por Érica Patrícia Navarro, Leiliane Borges Saraiva e Vanessa Araújo de Oliveira.
Perspectiva de Publicação
A Penitenciária Estadual Suely Maria Mendonça foi selecionada para sediar o projeto devido às suas condições propícias. O objetivo é, no futuro, publicar os textos produzidos pelas reeducandas, ampliando o impacto da iniciativa e conferindo visibilidade às narrativas de quem vivencia o sistema prisional.
Marcus Rito, secretário da Sejus, enfatizou que tais ações fortalecem o modelo de política prisional estadual, que prioriza a educação, a cultura e a dignidade como fundamentos para a ressocialização.