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Rondônia reforça vacinação e mantém coqueluche sob controle

Redação

Rondônia mantém a coqueluche sob controle, sem registro de surtos, mesmo após a confirmação de um caso isolado em um bebê no final de março, em Porto Velho. As equipes de vigilância em saúde intensificaram suas ações, realizando monitoramento, investigação epidemiológica e reforçando a orientação à população sobre a prevenção e os sintomas da doença.

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) coordena as iniciativas em todo o estado, com foco na intensificação das coberturas vacinais, na notificação compulsória e na resposta rápida a casos suspeitos. As medidas incluem investigação de contatos, bloqueio sanitário e realização de exames laboratoriais, visando controlar a situação e prevenir novos casos.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou o investimento contínuo do estado no fortalecimento da saúde pública, com a ampliação do acesso à vacinação e a execução de ações preventivas. Ele afirmou que "a atuação integrada entre estado e municípios tem garantido respostas rápidas e eficazes, protegendo a população".

Segundo Gilvander Gregório de Lima, diretor-geral da Agevisa/RO, o caso detectado foi prontamente monitorado e controlado. Ele explicou que "a notificação da coqueluche é compulsória, o que garante resposta imediata das equipes de vigilância. Realizamos toda a investigação epidemiológica, com identificação de contatos e bloqueio sanitário. Hoje, a situação está controlada e não há risco para a população".

Vacinação como Prevenção Essencial

Luma Kubota, gerente de Vigilância Epidemiológica da Agevisa/RO, enfatiza que a vacinação é a principal ferramenta de prevenção contra a coqueluche. "Temos uma cobertura vacinal da pentavalente em 97%, acima da meta, mas é fundamental manter esse índice. Não há motivo para pânico, porém é necessário manter as coberturas altas e a população atenta", declarou. Ela também ressaltou a importância da vacinação de gestantes com a Tríplice Bacteriana Acelular Adulto – DTPA, que oferece proteção ao bebê nos primeiros meses de vida.

A coqueluche não foi erradicada e pode apresentar ocorrências esporádicas. Os sintomas característicos incluem tosse persistente por mais de 10 dias, crises intensas de tosse, dificuldade respiratória e, em quadros mais graves, vômito e apneia, especialmente em bebês. Crianças com menos de dois anos são consideradas o principal grupo de risco. A recomendação é que, ao surgirem esses sintomas, a população procure uma unidade de saúde para avaliação.

Reforço na Proteção à Saúde

O estado mantém o abastecimento de vacinas, com distribuição contínua para as seis regionais de saúde, assegurando o acesso da população em todas as unidades. Adicionalmente, Rondônia prossegue com a campanha de vacinação contra a influenza até julho, fortalecendo a proteção da população contra outras doenças respiratórias.

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